MONOMOTOR OU BIMOTOR? COMO DECIDIR

Atualizado: 19 de Jun de 2019

O guerra entre as aeronaves monomotor e bimotor parece que nunca vai ter um fim. O assunto, que já é presente há bastante tempo nas rodas de pilotos por aí, sempre levantam a questão de qual é o melhor e mais seguro. Mas, afinal, os aviões equipados com apenas um motor são mais ou menos seguros do que aqueles impulsionados por dois?

A capacidade de carga, custos operacionais, atendimento à regulação aeronáutica, dentre outras, são demandas específicas das empresas aéreas. Do outro lado, o  operador privado brasileiro adota lógicas de tomada de decisão ligeiramente diferentes: ele costuma considerar aspectos como a simplicidade de manutenção, histórico de acidentes, preço de revenda e também o seu gosto pessoal pelo modelo.


Vantagens do monomotor:

Menor custo operacional: Além de consumir praticamente metade do combustível de um bimotor, o monomotor possui uma manutenção mais simples, reduzindo praticamente pela metade os componentes a inspecionar e revisar, o que reflete em um custo menor de operação e menos tempo do avião em solo, podendo assim torná-lo mais rentável.

Simplicidade na operação: Devido às suas características de voo, monomotores em geral tem capacidade para operar em pistas curtas, sem pavimentação e pouco preparadas, o que torna a opção ideal para fazendeiros ou viagens a lugares mais remotos.

Vantagens do bimotor:

Melhor desempenho: Os bimotores conseguem alcançar um desempenho bem mais atrativo, por possuírem grande potência de sobra. Podem, assim, utilizá-la para atingir maiores velocidades e níveis de voos mais altos, evitando o mau-tempo e realizando viagens mais rápidas.

Maior capacidade para cargas: Dois motores produzem mais força e, com isso, podem elevar a capacidade de carga nos aviões. As maiores margens de operação, o conforto, a garantia de um voo rápido e eficiente transcendem os preços, e convencem quem busca uma melhor opção de aeronave executiva.

Segurança:

A máxima “Quem tem dois, tem um. Quem tem um, não tem nenhuma”, busca afirmar a segurança dos dois motores, porém já é sabido que em condições adversas, um bimotor operando em condição mono oferece mais risco que um monomotor em planeio. O diferencial de tração gerado pela operação de apenas um motor em aeronaves bimotoras pode trazer instabilidade e ocasionar acidentes gravíssimos em situações de baixa velocidade. Por outro lado, quando o cálculo de peso e o balanceamento for corretamente acertado, bimotores podem operar com segurança em condição de pane de motor.

Dessa forma, a segurança operacional não está relacionada ao número de motores que equipam a aeronave, mas sim à sua manutenção, domínio da operação e responsabilidade do piloto.






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